Dopamina, Vício E Sono: A Neurociência Dos Hábitos
Por Lucas Kane · publicado em 8 de setembro de 2026
A dopamina não é o neurotransmissor do prazer, e o núcleo accumbens não é o centro do prazer. Os dois produzem o comportamento de busca: querer, correr atrás, ir em direção a alguma coisa. O prazer em si, o gostar, vem principalmente de opioides e endocanabinoides, em pontos espalhados pelo cérebro. Essa distinção entre querer e gostar é a chave para entender vício, redes sociais, pornografia, comida hiperpalatável e por que o cérebro continua buscando aquilo que já não dá prazer nenhum.
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Capítulos do vídeo
- 00:07 Abertura da live de perguntas
- 02:07 O núcleo accumbens não é o centro do prazer
- 04:07 Querer não é gostar: desejo e motivação
- 06:07 Cocaína, redes sociais e o tal jejum de dopamina
- 08:08 O cérebro destrói os próprios receptores para reequilibrar
- 10:09 Tolerância, abstinência e fissura
- 12:09 Como manter o cortisol baixo, e por que simpático não é simpático
- 14:11 Existe cura para transtorno mental?
- 16:11 Os livros de neurociência que ele indica
- 18:12 Por que não se injeta serotonina: receptores D1 e D2
- 20:12 Padrão-ouro para TOC: exposição com prevenção de resposta
- 22:12 Adrenalina é aguda, cortisol é crônico
- 24:12 Neurociência não é uma abordagem terapêutica
- 30:15 Pornografia: o prejuízo social e o bioquímico
- 32:19 Motivação tônica e motivação fásica
Dopamina é o neurotransmissor do prazer?
Não. E Lucas Kane é enfático: não se trata de uma simplificação, e sim de um conceito errado, do tipo que circula em conteúdos rasos de neurociência e até em formações e cursos de psicologia que tocam o assunto de leve.
O prazer não mora numa estrutura só. Ele está associado a áreas espalhadas pelo cérebro, que juntas geram a sensação de deleite, o gostar, o deliciar-se com a experiência. Essas áreas têm nome: pontos hedônicos, ou hotspots hedônicos. Elas existem dentro do núcleo accumbens, mas também em várias outras estruturas, e a estimativa que ele cita, com a ressalva de que pode não estar lembrando exatamente, é que menos de 10% do prazer hedônico resida no accumbens. E o que gera a sensação de prazer não é a dopamina: são principalmente os opioides e os endocanabinoides.
O que a dopamina faz, então?
Faz você querer. E querer não é gostar.
| Querer | Gostar | |
|---|---|---|
| O que é | Busca, desejo, o impulso que move o comportamento | A sensação em si, o deleite |
| Quem sustenta | Dopamina e núcleo accumbens | Opioides e endocanabinoides, nos pontos hedônicos |
| Como aparece | Correr atrás, procurar, insistir | Sentir prazer no momento em que acontece |
É por isso que os antigos sistemas de recompensa vêm sendo chamados de circuitos de motivação. A função do núcleo accumbens, altamente ativado pela dopamina, é fazer a pessoa querer mais daquilo, impulsionar o comportamento em busca de alguma coisa.
E a separação entre as duas colunas explica o que, sem ela, parece contradição: uma droga pode deixar a pessoa impulsiva e motivada a querer mais, mesmo que aquilo já não gere prazer nenhum. Querer e gostar podem se descolar, e o vício é exatamente o lugar onde isso acontece.
Por que redes sociais, jogos e pornografia entram nessa conversa?
Porque acionam o mesmo circuito. Drogas, redes sociais, jogos, jogos de aposta, pornografia e comidas hiperpalatáveis liberam dopamina. Não porque a dopamina seja o prazer, mas porque a consequência dessa liberação no accumbens é deixar a pessoa motivada a correr mais atrás, num comportamento constante e incessante de busca pelos mesmos estímulos.
O exemplo mais direto é a cocaína, que gera uma concentração absurda de dopamina no núcleo accumbens e, por isso, tem tanto potencial de abuso: ela não deixa a pessoa satisfeita, deixa a pessoa querendo.
Sobre o termo que costuma acompanhar esse assunto, ele pede cautela: "jejum de dopamina" é um conceito com o qual é preciso ter cuidado, porque não é tão científico assim.
Como o vício se instala?
Pela tentativa do próprio cérebro de se reequilibrar. O sistema nervoso é plástico e, diante de uma liberação abrupta, tende a buscar o equilíbrio anterior. Quando um comportamento ou uma substância provoca acúmulo enorme de dopamina no accumbens, o cérebro pode começar a destruir os próprios receptores de dopamina para reduzir aquela hiperativação.
É aí que a proteção vira problema, em três etapas:
- Tolerância. O cérebro se adapta a ponto de a pessoa deixar de sentir o efeito que sentia. Ela aumenta a dose para voltar a sentir aquela motivação, e o ciclo se repete: mais dose, mais tolerância.
- Abstinência. Chega o ponto em que o cérebro está tão adaptado à presença da substância ou do hábito que, retirando aquilo, a disponibilidade de dopamina seca, porque os neurônios já ficaram muito eficientes em reduzir a atividade dopaminérgica. Vem o vazio, a ansiedade, a abstinência.
- Fissura e desinibição. Instalam-se a fissura e a desinibição comportamental. Como ele resume no vídeo curto sobre o tema, o córtex pré-frontal, a área do pensamento analítico, entra em disfunção, levando a comportamentos irracionais em busca da droga.
A conclusão clínica do vídeo curto é a mais importante: não é questão de escolha, é neurociência.
O que a pornografia faz de diferente?
Dois tipos de prejuízo, e ele os separa. Vale registrar que essa resposta foi dada de forma geral, numa live, sem os artigos científicos à mão, e que ele mesmo diz que teria os estudos específicos se a pergunta viesse na semana seguinte.
O prejuízo social é o das expectativas irreais: sobre a própria performance, sobre o que o outro deveria entregar, e a normalização de comportamentos não consensuais.
O prejuízo bioquímico é o disparo absurdo de dopamina, uma descarga artificial dos centros de prazer hedônico e de motivação. O efeito, com o tempo, é a perda da motivação tônica e a priorização da motivação fásica. Traduzindo: a pessoa passa a oscilar entre hipermotivação e hipomotivação, perde o nível de ânimo basal, perde a capacidade de se motivar com as coisas menores da vida e perde a possibilidade de sentir prazer nas relações naturais. Cronicamente, ele diz, isso pode chegar à atrofia de estruturas como a região pré-frontal.
Ele registra também que há teóricos que defendem a possibilidade de contato com conteúdo erótico sem que aquilo seja prejudicial, e que o problema está sobretudo na pornografia mais pesada e no uso crônico.
O que o sono faz pelo cérebro?
Manutenção, e em três frentes ao mesmo tempo:
- Limpeza. Durante o sono, o cérebro elimina toxinas acumuladas ao longo do dia.
- Consolidação de memória. É dormindo que ele organiza os aprendizados e transfere as memórias do dia para o armazenamento de longo prazo.
- Regulação química. É também no sono que os níveis de neurotransmissores e hormônios ligados a estresse, bem-estar, prazer e fome são regulados.
Daí a consequência: um cérebro que dorme mal tende a ser muito mais ansioso, estressado e desatento do que um que dorme bem. A frase com que ele fecha o vídeo é a que resume a posição do canal sobre hábitos: cuidar do sono é tão fundamental para a saúde mental quanto terapia e medicação.
E o cortisol, dá para manter baixo?
Dá, com manejo do estresse. Mas antes vale desfazer a caricatura: o cortisol não é o vilão. Ele regula o ciclo circadiano, o ciclo sono-vigília, e é preciso ter cortisol pela manhã para acordar alerta. O problema é ele ficar mais alto que o saudável.
A divisão de papéis entre os hormônios do estresse também esclarece o que o paciente sente:
| Resposta aguda | Resposta crônica | |
|---|---|---|
| Quem age | Adrenalina e noradrenalina, pelo sistema nervoso autônomo simpático | Cortisol |
| O que acontece | Coração acelera, respiração fica ofegante, mão sua, pupila dilata | Estado de vigilância prolongado, que estende o tempo de ação da adrenalina |
| Efeito adicional | Viés atencional: a pessoa passa a interpretar como perigo coisas que não são |
Para manejar isso, ele lista: terapia, hábitos saudáveis de vida, exercício físico, dormir bem, alimentar-se bem e meditação. O exercício aparece com uma justificativa própria, e não como conselho genérico: ele treina os sistemas de estresse.
Vale ainda a correção de nome que ele faz de passagem, porque afeta a psicoeducação. O sistema nervoso autônomo simpático não tem nada de simpático: é ele que gera estresse, hipervigilância e medo, na ameaça iminente. Quem mantém a pessoa calma, em repouso e digestão, é o parassimpático.
Na clínica
- Separe querer de gostar com o paciente. Quem está em compulsão costuma se culpar por continuar buscando algo que já não dá prazer. Explicar que o circuito da busca e o do prazer são diferentes tira a moral da conversa e devolve o mecanismo.
- Tolerância explica a escalada sem apelar para caráter. O ciclo dose, adaptação, dose maior é neurobiológico. É a psicoeducação que costuma sustentar a adesão ao tratamento.
- Prescreva sono com justificativa. Limpeza de toxinas, consolidação de memória e regulação hormonal são três razões concretas. "Durma melhor" sozinho não muda comportamento.
- Exercício e meditação entram como manejo de cortisol. São formas de reduzir bioquimicamente o estresse crônico e a ativação do eixo HPA, e não apenas distração.
- Cuidado com o vocabulário da internet. Jejum de dopamina, centro do prazer e hormônio do estresse são atalhos que atrapalham. O terapeuta que domina o mecanismo consegue conversar com o paciente que chegou com esses termos sem desqualificá-lo.
Perguntas frequentes
A dopamina causa prazer?
Não, e Lucas Kane trata isso como conceito errado, não como simplificação. A dopamina gera o comportamento de busca: querer, correr atrás, impulsionar o comportamento. O prazer em si, a sensação de gostar, vem principalmente de opioides e endocanabinoides, produzidos em pontos espalhados pelo cérebro. Querer é diferente de gostar.
Para que serve o núcleo accumbens?
Para motivação, não para prazer. Ele é altamente ativado pela dopamina e produz o comportamento de ir atrás daquilo que motiva. Por isso os chamados sistemas de recompensa vêm sendo chamados de circuitos de motivação. Lucas Kane estima, com ressalva, que menos de 10% do prazer hedônico resida ali; o resto está espalhado por outras estruturas.
O que é tolerância, e por que a dose aumenta?
É a adaptação do cérebro. Uma descarga muito alta de dopamina o faz reequilibrar, chegando a destruir os próprios receptores para reduzir a hiperativação. Com isso a mesma dose deixa de fazer efeito e a pessoa aumenta. Retirada a substância ou o hábito, a disponibilidade de dopamina seca, e aparecem vazio, abstinência, fissura e desinibição comportamental.
O que é jejum de dopamina?
É um termo popular com o qual Lucas Kane pede cuidado, porque não é tão científico. O que existe por trás é real: drogas, redes sociais, jogos, apostas, pornografia e comidas hiperpalatáveis liberam dopamina e deixam a pessoa motivada a buscar mais daquele estímulo. Só que a dopamina liberada não é o que gera o prazer, e sim o que sustenta a busca.
Dormir mal deixa a pessoa mais ansiosa?
Sim, e mais estressada e desatenta também. É durante o sono que o cérebro limpa toxinas acumuladas ao longo do dia, organiza os aprendizados transferindo as memórias para o armazenamento de longo prazo e regula neurotransmissores e hormônios ligados a estresse, bem-estar, prazer e fome. Sem isso, tudo funciona pior.
Cortisol é ruim?
Não, ele é necessário: regula o ciclo sono-vigília e mantém o alerta pela manhã. O problema é ficar mais alto que o saudável por tempo prolongado. Para manejar isso, Lucas Kane lista terapia, hábitos saudáveis, exercício físico, dormir bem, alimentar-se bem e meditação, e não uma técnica única.
Transcrição do vídeo (4.994 palavras)
Transcrição automática do áudio da aula, sem revisão, dividida pelos capítulos do vídeo.
00:07 Abertura da live de perguntas
Muito bem, muito bem, estamos ao vivo. Sejam todos muito bem-vindos a mais uma live Tira Dúvidas. Vamos falar de neurociências, vamos falar de saúde mental, vamos falar sobre o ser humano, sobre o comportamento humano. Deixa eu ver se tá tudo certo aqui. Estamos nas duas redes. Eu tô com a visibilidade mais limitada aqui da câmera no YouTube, mas sinalizem para mim aqui, por favor. Vocês estão me vendo me me ouvindo bem? Tanto na rede um quanto na rede dois? Se tá tudo certinho, se o meu áudio tá bom, me avisa aí se a gente pode dar prosseguimento, porque estamos nessa sexta-feira, dia 30, juntos mais uma vez para falar de neurociências, para aprender mais juntos. Seja você que já é aluno, seja você que não é aluno ainda, é uma aula aberta para qualquer público que se interesse em aprender mais sobre como o ser humano funciona, como que a terapia pode ter mais embasamento, mais credibilidade e mais resultado. Áudio? OK? Ouvindo bem? Ok. Ótimo, maravilha. Então vamos lá. Eu vou responder as caixinhas que as perguntas que chegaram ao longo do dia. O que mais vocês quiserem perguntar, fiquem à vontade para mandar aqui que eu vou lendo e respondendo enquanto for tempo, tá? Lembrando que a nossa dinâmica aqui é de uma live curtinha, 30 minutos paraa gente conversar. Então aproveita esse tempo que a gente tem junto para interagir e perguntar o que você quiser. Beleza? Vamos lá. Sem mais delongas, já vou começar a responder aqui as caixinhas que chegaram ao longo do dia. Tô de baixo para cima aqui hoje, ó. Você perguntou o seguinte: qual é a função do núcleo Acumbens? Processamento ou repetição? é uma excelente pergunta. Eh, coincidentemente, estamos tendo esse tema na pós-graduação nesse momento, que é o tema dos sistemas de recompensa, prazer, motivação. E para quem tem, eu costumo dizer que as neurociências têm camadas, ou seja, o público leigo em geral, eh, costuma saber pouco sobre
02:07 O núcleo accumbens não é o centro do prazer
neurociências, mas existem alguns cursos, alguns livros, alguns conteúdos que começam a ensinar algum tipo, algum grau de neurociência, vamos assim dizer, só que geralmente uma neurociência que acaba ficando um pouco defasada e até errada em alguns conceitos. é aquela neurociência muito superficialzinha que a gente vê em muitas formações e que até mesmo dentro de faculdade a gente vê muitas vezes o próprio curso de psicologia, ele carece muitas vezes de uma neurociência mais aprofundada. E por que que eu tô falando isso? Porque muitas vezes o núcleo acumbens para essas pessoas que começam a ter um primeiro contato com neurociências, ele fica ali como se fosse o neur o a a estrutura associada ao prazer, o centro do prazer do ser humano. Assim como a dopamina também fica marcada com esse conceito. É, a dopamina é o neurotransmissor do prazer. É ou não é? E na verdade isso é uma não só uma simplificação, na verdade isso é um conceito errado sobre o núcleo Acudens. Núcleoacundes não é o centro do prazer, assim como a dopamina não é o neurotransmissor do prazer. O prazer em si, ele está associado a diversas áreas do cérebro que juntas geram a sensação do deleite, vamos assim dizer, né? O que a gente costuma dizer que é o é o gostar, é o deliciar-se com a experiência. A gente chama essas várias estruturas do cérebro espalhadas que geram o prazer hedônico de hotspots edônicos. Elas ficam espalhadas no núcleo acumbens, mas em várias outras estruturas. Se eu não me engano, menos de 10% do prazer hedônico realmente reside no núcleo acumbens, né? Ah, e não é a dopamina que gera o sentimento de prazer. O que gera o sentimento de prazer são principalmente os opioides e os endocanabinoides. Então, a história é mais complexa aí do que muitas vezes a gente vê nesses
04:07 Querer não é gostar: desejo e motivação
conteúdos um pouco mais rasos sobre neurociência. Mas a pergunta é muito boa, porque ele pergunta o seguinte: "Olha, tem a ver com processamento ou repetição?" Eu não sei exatamente o que que ele quis se referir com esses termos, né? Mas eu diria que o núcleo acumas ele está relacionado com a busca, com a motivação. Então por isso que e esses sistemas de recompensa eles cada vez mais têm sido chamado de circuitos de motivação. Por o que a dopamina e o núcleoacumbens geram, a dopamina sendo um neurotransmissor importante para ativar essa estrutura, é a busca pela recompensa. Essa é a grande questão. é o comportamento de correr atrás daquilo que é bom ou na verdade correr atrás de qualquer coisa, né? Porque muitas vezes as drogas, por exemplo, podem fazer você ficar impulsivo, motivado a querer mais daquela droga, mesmo que aquilo nem prazer gere mais. Então, vamos dizer que a dopamina e o núcleo acumbens geram o comportamento de busca, né? O o desejo, desejo é diferente de prazer, tá? Querer é diferente de gostar. Querer é a busca, é o correr atrás, é o comportamento, é o propulsor do seu comportamento, diferente do prazer, que é a sensação em si. Então, a função do núcleo Acumbens, que é altamente ativado pela dopamina, é fazer você querer mais daquilo, é fazer você correr atrás daquilo que te motiva, tá? Então, se a gente fosse resumir aí em poucas palavras, a função do núcleo acúmes é motivação, é querer, é correr atrás, é fazer você impulsionar o seu comportamento em busca de alguma coisa. Normalmente vou pegar a própria própria droga como exemplo, né? A cocaína, por
06:07 Cocaína, redes sociais e o tal jejum de dopamina
exemplo, ela vai gerar uma concentração absurda de dopamina no seu núcleo acumes e vai te fazer ficar motivado a querer mais, a correr mais atrás daquela droga. Por isso que é uma droga com tanto potencial de abuso. Por que que o pessoal costuma dizer que h, vamos falar fazer jejum de dopamina, né, que são os termos até um que a gente tem que tomar um certo cuidado, mas porque a drogas, redes sociais, jogos, eh, jogos de aposta, jogos online, pornografia, esses hiper comidas hiperpalatáveis, tudo isso libera dopamina também, mas não é porque a dopamina que gera o prazer, é porque o prazer pode ser gerado lá pelos opioides, pelos hotspots edônicos. Só que como consequência nós temos liberação no núcleo acumbes de dopamina e isso faz você ficar motivado a correr mais atrás daquilo, a querer mais, a ficar num comportamento constante e incessante em busca daqueles mesmos estímulos. Então é isso que o núcleo Acumbens gera, de fato, tá? Beleza, meu povo. Deu para entender mais ou menos? sinaliza para mim, ó, se fez sentido para vocês. Boa noite. Boa noite. Boa noite. Verdade. Isso mesmo. Pera aí, eu vi. Alguém contou alguma coisa. Fala sobre a Tag, o transtorno de ansiedade generalizada. Ah, e o Diane, o que exatamente você quer saber sobre o transtorno da ansiedade generalizada? A gente tem muita coisa que a gente pode falar aí sobre esse transtorno, né? Tag é um talvez o transtorno de ansiedade mais conhecido, mais comum, onde de, como o próprio nome já sugere, existe uma generalização. A pessoa entra em processos de ansiedade que tem a ver com a ativação da amídala cerebral, com ativação de circuitarias de estresse,
08:08 O cérebro destrói os próprios receptores para reequilibrar
liberação de cortisol, adrenalina em diferentes situações. Então, não tem um gatilho específico, como é, por exemplo, na fobia, né? a fobia, a pessoa entra naquele estado especificamente ao ter contato com o objeto fóbico. Então, uma coisa mais generalizada de fato. É como se o nível de ativação basal do sistema nervoso autônomo simpático, que é a subdivisão que gera taquicardia, respiração afegante, manso já estivesse naturalmente mais alta e pequenos gatilhos vão fazendo a pessoa entrar em crise, vamos dizer assim dizer, né? Com a liberação da dopamina em excesso, não acontece a a suspensão desta para protção do cérebro? Então, eu sei, ótima ótima pergunta, ótima sacada essa, porque é o seguinte, de fato, o nosso sistema nervoso é plástico e, em geral, o nosso cérebro tem uma tendência a tentar gerar um equilíbrio quando alguma liberação abrupta acontece. Então, o seu raciocínio tá certinho. O cérebro, como uma forma de proteção, ele vai tentar reequilibrar os níveis originais de dopamina quando você tem uma liberação abrupta dessa dopamina por qualquer motivo, seja por conta de um comportamento eh hiper dopaminérgico ou uma droga, por exemplo. Então, vou pegar o exemplo da cocaína aqui, né? Ah, o cérebro como uma resposta aquele acúmulo absurdo de dopamina que acontece no núcleo acumbes, ele pode começar a destruir o seus próprios receptores de dopamina para diminuir aquela hiperativação. Só que aí é justamente por isso que começam a acontecer os efeitos prejudiciais de uma adicção. Porque no momento que você tem essa adaptação neural à droga, a primeira coisa que vai acontecer é a tolerância. Que que é a tolerância? o cérebro daquele paciente eh se adapta o suficiente àquela droga a
10:09 Tolerância, abstinência e fissura
ponto dele deixar de sentir o efeito que ele sentia até então. E aí ele vai começar a correr atrás de aumentar a dose para poder sentir aquela motivação mais uma vez. E aí a pessoa fica naquele ciclo constante de aumentar a dose, tolerância, aumenta a dose, tolerância. chega no momento que o cérebro já está tão adaptado à presença daquela substância ou à presença daquele hábito que se você retirar aquilo da vida da pessoa, vai secar toda a disponibilidade de dopamina, porque agora os neurônios já estão muito eficientes em diminuir aquela atividade dopaminérgica. E aí a pessoa vai entrar num nível de vazio, de ansiedade, de abstinência muito grande. E aí começa todo aquele processo de fissura, de desinibição comportamental, os problemas mais clássicos de uma adicção, né? Como manter o cortisol baixo? Bom, o cortisol ele é conhecido como o hormônio do estresse, o hormônio da ansiedade, mas na verdade o cortisol ele é importante para nós. O cortisol é um hormônio também que regula o nosso ciclo circadiano, nosso ciclo sono, vigília. Então, por exemplo, quando nós acordamos pela manhã, nós precisamos ter um nível de cortisol que nos mantenham alertas, que nos mantenham em vigília. A questão é, se o cortisol está mais alto que o saudável, aí isso muitas vezes começa a gerar processos de ansiedade, de estresse. Como que você mantém o cortisol baixo? É manejo do estresse, é terapia, eh hábitos saudáveis de vida, prática de exercício físico, porque vai treinando seus sistemas de estresse. A gente pode discutir bastante coisa sobre isso, tá? Mas resumo, exercício físico, dormir bem, se alimentar bem, terapia, meditação, tudo isso são formas de manejar o estresse crônico e reduzir
12:09 Como manter o cortisol baixo, e por que simpático não é simpático
bioquimicamente os níveis de cortisol, ativação do eixo HPA e etc. Então, não seja simpático, seja neurossimpático. A gente tem essa este essa confusão com o termo, né, o sistema nervoso autônomo simpático. Só que de simpático ele não tem nada, né? Porque o sistema nervoso simpático, exatamente é aquele que nos gera estresse, que nos gera eh hipervigilância, que nos gera medo. Então, quando nós estamos neste estado mais de ameaça iminente, nós temos a ativação do sistema nervoso autônomo simpático. Em contraposição a ele, é o parassimpático. O parassimpático é o sistema que realmente nos mantém calmos, eh, em repouso, digestão. Beleza. Bom, deixa eu voltar aqui para as perguntas das caixinhas. Queria saber como melhorar o tremor essencial. Eh, a gente não foca tanto aqui nas nossas formações, conteúdos sobre esse esse tipo de condição que muitas vezes o acompanhamento deve ser mais médico, fisioterapeuta e etc. É claro que existe uma influência emocional. A gente sabe que o estresse, a ansiedade podem influenciar quase de tremor essencial também, mas precisa ter uma investigação neurológica, uma investigação com reabilitação motora, né, que aí já tá mais para uma outra área que não é exatamente psicoterapêutica, mas claro que o psicoterapeuta pode ajudar a amenizar os sintomas, a melhorar o quadro. E aí, nesse caso aqui, seria o o básico que que vai parecer até meio clichê, é controle de estresse e manejo de ansiedade, né? Terapia, como a gente falou aqui, hábitos saudáveis de vida, eh evitar
14:11 Existe cura para transtorno mental?
ambientes que te deixem estressadas, esse tipo de coisa. Pague tem cura ou tem que fazer uso de medicação pro resto da vida? Eh, bom, é muito difícil a gente falar esse termo cura para condições psicopatológicas. Por quê? Condições, transtornos mentais como um todo não possuem causas únicas. Que que isso quer dizer? Você não consegue diagnosticar uma pessoa a parte de um exame clínico, por exemplo. É diferente de uma uma COVID, né? É uma doença onde eu faço um teste de COVID. Se der positivo, eu tô com COVID. Ponto final. Não existe um teste marcador biológico específico que olha isso aqui é o transtorno de ansiedade generalizada no seu cérebro. Qual que é a consequência disso? Quando nós não temos um marcador biológico único confiável, você também não consegue fazer um exame para conferir se a pessoa está curada ou não. Concorda comigo? Se eu tenho, exemplo da COVID, eu faço um teste, mostra que eu tô com COVID, isso quer dizer que eu tô doente. Se depois eu faço um teste, mostro que eu não tô mais com Covid, não tô mais doente, acabou. Não existe isso para uma condição de transtorno mental. são condições multifatoriais, sem causa clara e, portanto, impossível de se definir um tratamento definitivo. Então, quando a gente fala, por exemplo, tag não tem cura, depressão não tem cura, transtornos mentais não tem cura, não é que a pessoa não possa ter uma melhora absoluta, ela pode chegar a ter uma melhora suficiente a ponto de ter uma remissão total dos sintomas. Que que é uma remissão total dos sintomas? Um caso de tag, nunca mais sentir ansiedade na vida, não é deixar de preencher os critérios diagnósticos, a ansiedade passar tá no nível saudável, porque todo mundo tem que sentir ansiedade em algum grau. Uma pessoa que tem transtorno de ansiedade generalizada pode, com tratamento adequado, com uma boa
16:11 Os livros de neurociência que ele indica
orientação, chegar a ter uma melhora suficiente a ponto de não mais ser diagnosticada com TAG. pode. Ela vai ter que usar medicação pro resto da vida? Não necessariamente. Agora isso quer dizer que ela tá curada. Aí é difícil utilizar esse termo, porque como a gente não tem um marcador, nada impede daquela pessoa em algum momento voltar a manifestar os sintomas e estar enquadrada dentro dos critérios de diagnóstico mais uma vez. Mas sim, é possível ter uma melhora suficiente a ponto de não mais ter o transtorno da ansiedade generalizada. Lucas, dá indicação de livros, ó, livros mais acadêmicos. Eu indico o princípio de neurociências do candel, fundamento de neuroanatomia do Cosenza, tem o livro neurociências do Mark Bear, mas livros mais pro dia a dia, um pouco mais palatáveis, temos o cérebro nosso de cada dia da Suzana Herculano, o cérebro que se transforma do Norman eh os livros todos do Antônio Damáziio, a neurociência mindfulness do Ramon Cosenza. Ah, enfim, acho que já tá. O, tem alguns livros do Oliver Sax, por exemplo, eh, o homem que confundiu sua mulher com chapéu. Para quem quer saber um pouquinho mais sobre condições neurológicas, afazias, deixa eu olhar aqui no YouTube o que que o povo tá mandando. O uso da lisdexanfetamina para quem não tem TDH pode acontecer de ter aumento de dopamina e ser prejudicial. Na verdade, é Maria Amaia. Tô sem óculos aqui, tá difícil de ler. Eh, na verdade é mais provável que que o que aconteça é a medicação ser inútil, tá? Porque o aumento da dopamina, pessoal, ela não é uma um aumento de concentração sanguínea, tá? Tá? Esse é um ponto que precisa ficar bem claro, é igual
18:12 Por que não se injeta serotonina: receptores D1 e D2
antidepressivo. Se a principal teoria das das monoaminas, que é a principal teoria da depressão, fala que a pessoa depressiva tem uma baixa disponibilidade serotonina, por exemplo, por que que a gente só não injeta de forma intravenosa, né? Põe lá, injeta serotonina ou bebe serotonina, faz uns suplemento de serotonina, põe para dentro. Por que que a gente não faz isso? Porque a questão não é sobre você aumentar indefinidamente ou de uma forma generalizada aquele neurotransmissor. A questão é aumentar aquele neurotransmissor num alvo específico do cérebro. Então, nós temos diferentes tipos de receptores de dopamina no cérebro, dependendo ali do que que a gente quer estimular, a composição da medicação vai ser diferente. Então, nós temos os receptores D1, os receptores D2, alguns receptores de dopamina, eles servem para poder gerar foco, para poder gerar a funções executivas que estão prejudicadas no TDH. Mas outros receptores de dopamina já tem mais a ver com o prazer hedônico, com a motivação intrínseca. Então, tudo depende de o que que é que nós estamos nos referindo. No caso aqui da medicação para TDH, existe um alvo de aumentar essa disponibilidade dopaminégica em áreas específicas do cérebro. Consegue ser 100% específico? Nem sempre. Podem existir efeitos colaterais? Pode, mas o mais comum que acontece é a pessoa que usa remédio para TDH, sem ter TDH, ela não vai ter uma melhora de fato, ela vai no máximo por efeito place, baixar que tá tendo alguma melhora, mas não tem. Então, sim, existem efeitos adversos, existem contraindicações, toda medicação tem risco e precisa ser avaliada adequadamente pelo médico. E aqui especificamente é, se você não tem TDH, não adianta correr atrás de irritalina, vemvance para achar que isso vai
20:12 Padrão-ouro para TOC: exposição com prevenção de resposta
melhorar o seu foco, não vai. Isso é para quem tem uma desregulação bioquímica já original, beleza? Comprei o curso, estou encontrando com as, acho que é encantado, provavelmente, né? Alguma coisa assim. Encantado com as informações. Que bom, fico feliz de saber disso. Obrigado pelo feedback. Seja bem-vindo. Quais melhores práticas para o toque de pensamento que está se tornando uma paranoia? 10 anos de tratamento e nada teve muito efeito. Olha, o padrão ouro para tratamento de tóquio, transtorno obsessivo compulsivo, é a terapia de exposição com prevenção de resposta, tá? Ela é um, esse é um protocolo de terapia cognitivo comportamental. Existem muitas abordagens, não vou virar para você falar largo o seu terapeuta, mas busca se interar um pouquinho mais sobre a abordagem do profissional que te atende. Hoje é considerado o padrão ouro isso. Claro que outras intervenções podem ser muito úteis. O próprio mindfulness, claro que existe exige uma certa preparação, mas é uma forma meditativa de você conseguir observar os seus pensamentos sem julgamento. É uma forma de você conseguir lidar melhor com os pensamentos obsessivos também, tá? Mas o padrão ouro hoje é a linha da TCC na linha da terapia de exposição com prevenção de resposta. Lucas, o cortisol aumenta o tempo de ação da adrenalina no organismo? É praticamente isso, eh, lei de Lemes, porque a adrenalina e a noradrenalina gera um efeito imediato no seu corpo. Então, vamos pensar ali de forma aguda. Você acabou de ter contato com alguma coisa que te estressou, com alguma coisa que te gerou um estado de
22:12 Adrenalina é aguda, cortisol é crônico
de estresse, um estado um comportamento de luta ou fuga, vamos assim dizer. Nesse momento o seu coração acelera, sua respiração ficou fegante, sua mão começa a suar, sua pupila dilata. Essa é uma resposta do seu sistema nervoso autônomo simpático, que está associada à liberação de adrenalina e noradrenalina. Então essa primeira resposta aguda frente ao estresse é uma resposta da adrenalina, da noroadrenalina, do sistema nervoso autônomo. O cortisol o que ele faz é gerar um estado de estresse crônico. Ele prolonga o estado de vigilância, tá? Então, indiretamente, o cortisol ele pode acabar aumentando o tempo de ação da adrenalina no organismo, porque ele vai num estado de hipervigilância constante que vai gerando um viés atencional para que você interprete certas coisas como perigo às vezes mesmo quando elas não são. Então, o que o cortisol faz é um efeito prolongado de estresse crônico. E é por isso que ele, na maioria das vezes é citado como um hormônio prejudicial, hormônio do estresse, porque o que costuma gerar realmente prejuízos mais significativos na nossa saúde não é você ter um momento de estresse, é você ter um prolongamento desse estresse de forma crônica e constante. Gratidão, professor. Por nada. Quem estuda neurociência pode atuar diretamente como terapeuta ou precisa ter outra formação. Então, Jonas, não existe regulamentação no Brasil sobre quem pode, quem não pode atuar como terapeuta. Mas a neurociência não é um campo terapêutico, né? A, o que a gente
24:12 Neurociência não é uma abordagem terapêutica
ensina é neurociência aplicada à prática clínica, mas a neurociência não é uma abordagem, né? Não existe terapia só com base em neurociências. Eh, isso seria como um médico atuar com anatomia. Não existe isso. Ele atua com intervenção, com diagnóstico, com vai passar uma medicação, passar um exame, uma cirurgia. Então, a neurociência é um campo do conhecimento que te dá a base necessária para trabalhar com profundidade, mas ela não é uma intervenção terapêutica específica, tá? Cara, tenho adquirido muito conhecimento com você. Obrigada por repassar seus conhecimentos de forma tão didática. Por nada, Taniele, que bom que você tá gostando do conteúdo. Fico feliz de saber disso. Deixa eu responder as perguntas das caixinhas aqui que eu fiquei de responder e só fiquei respondendo o chat e para não deixar o pessoal na mão. Mas fiquem tranquilos. Se você não for respondido hoje aqui, a gente vai ter muita oportunidade ainda, tá? Ó, uma pessoa, vou responder mais rapidinho, que agora que eu vi que já deu quase meia hora de live, como é a sua pós-graduação em neurociência? Para quem não sabe, nós temos aí o mais alto nível de contato com as neurociências dentro do nosso instituto é a pós-graduação. A pós-graduação é outra outro esquema. são 360 horas, 22 disciplinas, vários professores diferentes. Ah, então, enfim, é uma é um caminho para quem quer realmente se tornar especialista absoluto em neurociência aplicada à terapia, tá? Faz o seguinte, tem uma pergunta aqui sobre a imersão presencial. Quem estiver na imersão presencial, a gente sempre traz mais detalhes sobre a pós-graduação dentro da imersão. Se você é aluno hoje do curso de neurociência, você é aluno do curso de extensão, talvez o próximo passo para você seja participar da imersão presencial que vai acontecer nos dias 21 e 22 de março. E aí lá a gente pode conversar um pouco sobre quem quiser dar esse último passo, que é o passo da pós-graduação, beleza? Ah, essa pergunta eu respondi um pouco mais cedo, né, que foi, posso dizer que a cura deção de ansiedade ou apenas melhora. É um pouco do que a gente tava falando mais cedo, acho que já foi respondido. Teremos curso de técnicas integrativas reconhecidas ou TCC. Nós já temos uma formação completa em terapia cognitivo comportamental do nosso instituto. Nós contratamos uma professora de ponta que é a Patrícia. Ela é psicóloga, especialista em transtornos do neurodesenvolvimento, especialista, é mestre em neurociências e especialista em terapia cognitivo comportamental. A gente formulou um curso maravilhoso desde as bases teóricas, embasamento neurocientífico até realmente a prática, né? é o colocar a mão na massa, aplicar suas principais técnicas, ideias, teorias, protocolos, tá tudo mastigadinho e já está disponível. Dentro da plataforma do curso de neurociências, nós temos uma aba que é a aba de anúncios, onde lá nós apresentamos os outros cursos que temos do nosso instituto. E todos os alunos do curso de neurociências têm desconto para fazer parte dos nossos outros cursos. Ele tá lá disponível. E o curso de terapias integrativas com base em evidências já está em desenvolvimento. E eu até postei um story hoje, eu tava hoje ajustando alguns slides. Em breve nós lançaremos também o curso de terapias integrativas. Beleza? Pessoal tá perguntando da imersão aqui, ó. Imersão e a imersão. Vamos lá, deixa eu já ir direto pra pergunta da imersão aqui. Então, como é a imersão presencial? Pessoal, para quem não tá sabendo, dia 21 e 22 de março acontece a próxima imersão presencial neurociências na prática clínica. São dois dias de aprendizado imersivo para acelerar o seu aprendizado em neurociência de uma forma absolutamente imersiva. O que você levaria um ano para aprender, você vai aprender em dois dias com a gente. Discussão de casos clínicos reais, demonstrações de técnicas ao vivo. A gente traz as evidências mais recentes, ou seja, apresentaremos o que a ciência descobriu nos últimos meses sobre neurociência para vocês estarem totalmente atualizados. estudos com modelos anatômicos, demonstrações, práticas entre alunos, muito networking. Então assim, é umas palestras exclusivas. A gente vai ter uma palestra inteira sobre neurociência da dor crônica aplicada à prática psicoterapêutica com Robert Rezende. Então, uma baito de uma experiência que você não pode ficar de fora. Ela entrega aquilo que o curso online não consegue entregar, que é o quê? É o contato absolutamente prático, o networking junto com outras pessoas. Nós estaremos lá em cerca de 150 terapeutas com o mesmo objetivo que você, para que a gente possa aprender muito juntos. E é o seguinte, nós não abrimos as inscrições ainda porque nós iremos abrir um lote zero. O lote zero vai ser a condição mais surreal que nós já fizemos para para uma imersão presencial até hoje. Nós estamos indo pra quarta edição dessa imersão presencial. As três primeiras foram sucesso absoluto e essa quarta vai ser a maior de todas com a melhor oferta, o menor preço e vários bônus. Essa imersão vai acontecer em São Paulo e no dia 9 de fevereiro agora nós iremos abrir as inscrições pro lote zero. As vagas são limitadíssimas. A gente vai abrir um grupo no WhatsApp, que é o nosso grupo VIP, e é só lá que nós mandaremos os detalhes para fazer a inscrição no lote zero, tá? Então fica ligado, acompanha aqui no Instagram, a
30:15 Pornografia: o prejuízo social e o bioquímico
gente vai colocar no link da minha biografia também e em breve a gente vem com mais detalhes ainda sobre esse grupo VIP. Então fica ligado, vai acompanhando, assiste os stories, não deixa de acompanhar a gente por aqui para que você não fique de fora da imersão presencial, tá bom? Para fechar aqui, tem mais duas perguntinhas na caixinha, não, mais uma só que essa outra que eu já respondi. Quais estudos existem sobre os malefícios da pornografia? Eh, mais uma pergunta muito importante e coincidentemente, mais uma vez, a nossa próxima aula da pós-graduação, a gente vai focar um pouquinho nisso também. E se você tivesse me perguntado isso na semana que vem, estaria ainda já com os artigos científicos específicos para te passar. Como eu não tô com eles aqui agora, eu vou falar de uma forma mais geral, tá? Em geral, o que a gente sabe é que a pornografia, principalmente aquela pornografia mais eh pesada, né? Eu falo isso porque existem certos estudos, certas ideias que são repassados por alguns teóricos de que pode existir um certo ah não sei se esse é o termo certo erotismo, né? Um certo erotismo saudável. existe a possibilidade de ter contato com conteúdo erótico sem que aquilo seja prejudicial. Mas a gente sabe que a grande maior parte da pornografia que nós temos disponível, ela acaba sendo prejudicial por dois motivos. Primeiro é o motivo, o motivo bioquímico direto e segundo é o motivo social. O motivo social é aquilo, né? a gente começar a criar expectativas irreais, a comportamentos de não consensuais, expectativas reais, tanto sobre o seu sua performance, quanto sobre o que que o outro deveria me entregar. Então tem todo problema social e o prejuízo bioquímico é porque existe um uma um disparo absurdo de dopamina, uma descarga artificial desses centros de prazer hedônico e motivação. Então isso vai gerando uma perda da motivação tônica e
32:19 Motivação tônica e motivação fásica
uma priorização da motivação fásica. Que que é isso, Lucas? Pelo amor de Deus. É como se a pessoa ficasse oscilando entre hipermotivação e hipomotivação. Hipermotivação, hipomotivação, porque ela vai perdendo os níveis saudáveis de dopamina para passar a ser algo totalmente voltado para aquela dopamina artificial absurda que a pornografia consegue gerar, tá? Então, quando você tem contato com pornografia, o seu cérebro ele vai se condicionando a não mais conseguir manter um nível ótimo de motivação basal. Ele começa só ficar motivado aquilo que é hiperestimulante. Então, a pessoa ela vai perdendo o nível de ânimo basal, vai perdendo a capacidade de se motivar com coisas menores na vida, vai perdendo a possibilidade de sentir prazer de fato com relações naturais. Ah, e isso, à medida que vai se tornando crônico, pode até mesmo gerar atrofia de certas estruturas cerebrais, como a região pré-frontal. Mas isso a gente vai passar em mais detalhes na aula da nossa pós- semana que vem e em outros conteúdos futuros. Deixa eu finalizar aqui a nossa live porque eu já passei do tempo, mas deixa eu frisar com vocês mais uma vez. Quem eu vi que chegou muita pergunta aí no chat depois que eu não consegui responder a tempo, mas isso é muito bom. mostra que a nossa comunidade tá crescendo, que a gente tem tido cada vez mais pessoas interessadas em aprender. Eu vou abrir caixinha nas próximas semanas, nos próximos dias. Teremos live semana que vem, mas se você quer ter um contato mais próximo e mais prático com as neurociências, fica ligado na imersão presencial dos dias 21 e 22 de março, tá? 9 de fevereiro abre as inscrições pro lote zero e vai ser histórico. Eu espero que vocês estejam com a gente nessa imersão que vai ser a maior imersão que já tivemos até hoje. Tá bom, pessoal? Muito obrigado pela presença. Espero que vocês tenham gostado da live, que tenham conseguido aprender alguma coisa. Continua nos acompanhando, fica ligado. Eu espero vocês numa próxima. Ciao. Ciao.
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Lucas Kane (Lucas Xavier Mafra) é biólogo pela UFMG, com pós-graduação em Neurociências pela mesma universidade e graduando em Psicologia. Ensina neurociência aplicada à prática clínica no Instituto Lucas Kane.